Trabalhando a poucos meses em uma das maiores empresas de produtos eróticos do país me incentivou a escrever esse post sobre esse mercado que é um dos que mais cresce no país, perdendo somente para a indústria dos cosméticos (obs: por norma da Anvisa, maior parte dos produtos eróticos são inscritos como cosméticos).

O consumidor gasta dinheiro regularmente sem querer ser visto. Não há faixa etária ou gênero específico e, mesmo assim, este segmento não só existe como é o que mais vende no planeta. Impossível? Não para a indústria do sexo. Se a prostituição é a profissão mais antiga do mundo, o profissional de Marketing de hoje tem muito que aprender com os derivados dela.

O Marketing e o a indústria do sexo são parecidos. Primeiro porque ambos exploram uma angústia do indivíduo. Além disso, os dois sempre buscam formas diferentes de explorar a mesma matéria-prima. Para aplicar a estratégia porn em uma empresa é preciso entender e explorar o que o negócio e o pornô têm em comum. Exemplos não faltam. Na moda, o Marketing explora o corpo; as empresas de bens de consumo apelam para o status e a ansiedade, o setor imobiliário preza pelas fotos e pela localização.

Se você acha que o mercado de produtos eróticos é negócio para tarados e pervertidos, enganou-se completamente. O mercado de produtos eróticos está em alta e é uma boa forma de se ganhar dinheiro. É a perfeita união do útil ao agradável; você tem a oportunidade de ganhar dinheiro suprindo uma das necessidades básicas de todo o ser humano: o sexo. E depois tem muito prazer na conta bancária.

Para se ter uma idéia do mercado, a Erótika Fair, única feira sobre erotismo e sensualidade do país, atraiu 28 mil visitantes e gerou R$ 2 milhões em negócios no ano passado. Dos visitantes, 60% do total era formado por mulheres, pois é, hoje as mulheres são as grandes estrelas. “Elas são responsáveis por mais de 70% das vendas e as mais abertas a novidades”, afirma Evaldo Shiroma, presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico (Abeme).

Na Alemanha, no ano passado foram lançadas na Bolsa de Valores de Frankfurt cerca de 8,8 milhões de ações da empresa Beate Uhse, cuja proprietária, que dá nome à empresa, de 80 anos, é a maior comerciante do sexo no país. Beate Uhse fez do sexo um mercado lucrativo e hoje o seu império inclui 50 sex shop’s e outras 56 franquias, mas ela vende a maioria de seus produtos pelo correio. Para o diretor executivo do grupo, Hans Dieter Thomsen, “o sexo é como comer ou beber, faz parte das necessidades básicas da humanidade. Nós somos amplamente imunizados contra a recessão”. O próximo desafio da “vovó do sexo” é se tornar a primeira “global player” (competidora global) do sexo.

Aqui no Brasil também tem quem viva da indústria do sexo. A empresa Love Land foi a pioneira em vendas de produtos eróticos pelo correio. Fundada há dezenove anos em São Paulo, com a perspectiva de ser um grande negócio, existe até hoje e conta com 140 mil clientes cadastrados que recebem periodicamente o catálogo da empresa.

Mas se você não dispõe de grana suficiente para montar uma loja, nem se interessou em mandar catálogos via correio, ainda há opção de abrir uma loja virtual. A Internet também é um filão e tanto a ser explorado. Não há custos com aluguel de loja, nem com equipe de vendedores. Basta fazer um bom catálogo de produtos e click, seu público alvo fará o resto. Os produtos são comprados por cartão de crédito, o que torna a venda segura, e os produtos são entregues pelo correio com total discrição.

Os produtos vendidos são os mais variáveis e exóticos possíveis. Desde camisinhas comestíveis e lingeries, produtos considerados “normais”, até pênis de pelúcia e formas para fazer gelo em formato de pênis, com direito aos testículos.

Afinal, todo mundo gosta de sexo não é verdade? Então vamos ganhar dinheiro com ele.